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Estudantes driblam dificuldades para continuar na escola e são referência para a sociedade

8 setembro 2016

Eles estão todos os dias na escola, com a disposição de quem não perde tempo para o conhecimento. Essa é a realidade entre a maioria dos 640 mil estudantes matriculados nas 981 escolas públicas estaduais no Pará. Neste Dia do Estudante, fica o exemplo de crianças, adolescentes, jovens e adultos que se esmeram na aprendizagem nas unidades de ensino. “Ser estudante é uma honra, por toda a oportunidade que nós temos para aprender e poder seguir uma profissão”, declara Albino Gomes Júnior, 16 anos. Ele cursa o 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Avertano Rocha, no distrito de Icoaraci.

Albino prepara-se para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Eu quero fazer Engenharia Civil e estou aqui na escola há dois anos. Eu gosto de estudar aqui, porque além das aulas a escola é bem cuidada, o ambiente é bom para se estudar”, afirma o jovem.

Colega de turma de Albino, a aluna Rafaela Melo, 17 anos, quer fazer o curso de Gastronomia. “Eu gosto dessa área que envolve arte, todo um trabalho de estética. Penso que o estudante tem que ser focado no que quer”, opina. Rafaela afirma que a escola é algo estrutural para todo estudante. “Sem a escola, não teria futuro, um bom futuro, ficaria tudo muito mais difícil, como a gente vê com relação a outras pessoas”. A aluna salienta que os professores da escola “são pacientes e se esforçam para que a gente aprenda mesmo”. Este é o terceiro da jovem ano na Escola Avertano Rocha, onde ela convive com outros 2.500 estudantes.

Odimar Melo, professor de Geografia da turma de Rafaela e Albino, observa: “Um estudante é alguém interessado, criativo, participante, que gosta mesmo de estudar, que tem consciência do significado da educação para a sua vida”.

Projetos

“A Seduc vem trabalhando muito para dar condições de um ensino melhor aos estudantes. Nós temos 100 obras de reforma, ampliação e construção de escolas no Estado. Em algumas dessas escolas nós já estamos em fase de entrega das obras. É importante se observar que a secretaria atua não somente na formação dos alunos, mas também na estruturação das escolas, construindo laboratórios, salas de aula, quadras de esporte”, afirma a secretária de Estado de Educação, Ana Claudia Hage.

Na rede pública estadual, os estudantes são incentivados por meio de projetos como o Jovem de Futuro (de gestão escolar a capacitação de professores), Mundiar (de combate à distorção idade-ano escolar), Todos Aprendem (combate à dificuldade de aprendizagem), Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI), Plano Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), Família Educadora (participação dos pais com ações nas escolas), Sistema Paraense de Avaliação Educacional (SisPAE) e outros nos 144 municípios paraenses.

Desde 2013, o Governo desenvolve o Pacto pela Educação do Pará, uma parceria público privada que chama a sociedade, em particular as famílias, para ajudar a melhorar a educação elevando o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Estado. Nos processos seletivos 2016 das Universidades Federal e do Estado do Pará, 60% dos candidatos aprovados foram da rede pública estadual de ensino.

Exemplo

No Instituto de Educação Estadual do Pará (IEEP), no Centro de Belém, a estudante Talyta Tirsa Silva, 16 anos, 1º ano do Ensino Médio, é uma dos muitos jovens que veem na educação uma chance de garantir um futuro melhor para a família. “Eu aproveito da melhor maneira possível a escola, que tem uma boa estrutura”, declara. A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jorge Lopes Raposo, na travessa Berredos, em Icoaraci, atende a 1.200 estudantes.

Entre eles está Gustavo Figueiredo, 11 anos, aluno com deficiência matriculado no 6º ano do Ensino Fundamental. “Eu quero ser médico. Nunca faltei uma aula, porque o que o que eu mais gosto aqui, na escola, é das aulas”, afirma Gustavo. A disciplina preferida de Gustavo é Língua Portuguesa. “Com a leitura, eu aprendo mais coisas”. Gustavo integra o Coral Inter-redes Nazaré Pereira Mãos que Encantam, que reúne alunos da escola. Neste 11 de Agosto, tão especial para os estudantes, o coral se apresentará na escola. Não é só Gustavo que gosta de ler.

A estudante Thalita Adriane Livramento, 15 anos, 1º ano do Ensino Médio, gosta e muito. Tanto que por várias vezes já foi premiada no Concurso de Redação do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). “A escola desenvolve projetos, atividades com os estudantes, o que nos incentiva a aprender, a querer estar na escola”, afirma Thalita, que pretende cursar Direito. Para o secretário adjunto de Ensino da Seduc, Roberto Silva, “o estudante é uma pessoa que merece toda a nossa atenção, e é isso o que a Seduc tem como razão de ser”.

Matéria publicada pela Agência Pará de Notícias no dia 12 de agosto de 2016.