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Boletim Aprendizagem em Foco fala sobre depressão na adolescência

8 novembro 2017

A edição 36 do Aprendizagem em Foco destaca a depressão na adolescência. De acordo com dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), conduzido entre 2013 e 2014 por diversas universidades brasileiras, 38,4% das meninas entre 12 e 17 anos de idade e 21,6% dos meninos da mesma faixa etária apresentaram “transtornos mentais comuns” (TMC), por exemplo, tristeza, dificuldade de concentração, insônia e falta de disposição. Casos que, quando não tratados, podem se tornar uma depressão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em torno de 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem de depressão, mas menos da metade recebe o tratamento necessário. Já o Mapa da Violência, estudo realizado com base nos dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, aponta que a taxa de suicídios entre jovens de 15 a 29 anos teve aumento entre 2002 e 2014.

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Neste cenário, gestores e professores podem contribuir para identificar precocemente os sinais de depressão apresentados pelos alunos. Além disso, é essencial que o ambiente escolar dê espaço para que esses estudantes se sintam confortáveis para compartilhar sentimentos.

Um exemplo da atuação dos profissionais da educação é o trabalho realizado em Caicó, interior do Rio Grande do Norte. O alto índice de suicídios, em diferentes faixas etárias, fez com que a diretoria regional reunisse coordenadores pedagógicos para colocar em prática uma campanha de “valorização da vida”. A coordenadora pedagógica da 10ª Direc, Maísa Maria Guilherme, comentou que a ação está sendo importante para que as escolas busquem parcerias com órgãos das secretarias de Saúde e Ação Social (centros de referência) para lidar com a situação.

“A escola não pode sozinha tratar dos problemas psicológicos dos alunos e dos outros atores da escola, mas ela pode discutir, detectar, abrir diálogo, chamar a família e encaminhar os casos que julgar necessário para as instituições responsáveis pelo tratamento”, afirma a coordenadora.

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