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Clima escolar e cultura de paz são temas de seminário no Piauí

8 dezembro 2017

“O clima escolar é importante para todos que estão na escola. Ele influencia nos processos”, disse Ellen Gera, superintendente na Secretaria de Estado da Educação do Piauí, no início do “Seminário Caminhos para a Qualidade da Educação Pública do Piauí: Experiências de Gestão Escolar”, que aconteceu dia 05/12, em Teresina (PI). O evento, promovido pelo Instituto Unibanco e pela Secretaria de Estado da Educação (SEDUC-PI), reuniu mais de 400 profissionais da educação estadual e encerrou a série de seminários estaduais de 2017 nos estados parceiros do Jovem de Futuro. O encontro também contou com representantes do Pará, Ceará e Goiás para compartilhar experiências.

Flávia Gomes, do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação e Cidadania (CAODEC), falou ao lado de Ellen sobre o “cultura da paz”, projeto desenvolvido pela SEDUC-PI para minimizar conflitos no ambiente escolar. Flávia contou que a ideia surgiu por causa de notificações sobre violência nas escolas que as promotorias do estado começaram a receber. Também ressaltou a importância da sensibilização de gestores a respeito do tema. “O gestor da escola é aquele que movimenta a rede”, comentou.

Na roda de conversa “Supervisão educacional: o supervisor como agente de apoio à promoção da gestão”, supervisoras das gerências regionais (GRE) da SEDUC apresentaram iniciativas que desenvolvem para trabalhar o clima escolar. Alda Juliana Pereira do Nascimento discorreu sobre vivências relacionadas à gestão e clima. Dalila Castelo Branco apontou indicadores e citou o comprometimento e envolvimento entre docentes e alunos na rotina escolar. Clarissa Santos contou que criou o projeto “Revitalizando através da arte”, que promove a participação de estudantes com trabalhos artísticos, com o objetivo de mudar o cenário de uma escola que estava degradada e na qual os jovens tinham baixa autoestima. A supervisora diz ter observado melhorias no rendimento escolar e maior interação entre todos que dividem o espaço. Rita Cássia de Sousa Lopes veio da Secretaria de Educação do Pará falar do papel do supervisor no circuito de gestão e apresentou algumas ações desenvolvidas no seu estado, por exemplo, articulação entre as instâncias regionais e a comunidade, realização de visitas técnicas com acompanhamento dos alunos e escuta de estudantes em situação de vulnerabilidade. “Precisamos preparar essa dupla [supervisores e gestores] para liderar”, disse.

Na mesa seguinte, “Perspectiva de gestão para a rede de escolas”, Tarcízio Pires, gerente regional da 4ª GRE/PI, colocou em discussão os desafios dos diretores regionais na ação preventiva contra o abandono e a evasão escolar. Luísa Vieira, gerente regional da 20ª GRE/PI, seguiu falando sobre conflito escolar e a formação de uma equipe multidisciplinar integrada por psicólogos, assistentes sociais, professores e gestores. O intuito é poder lidar com casos como a depressão, o uso de drogas, a indisciplina, entre outras questões. Além disso, pontuou que é essencial ter uma relação atenciosa, de diálogo e respeito com o estudante. “O que o aluno mais precisa hoje é ser ouvido”, finalizou. Aécio Lucas de Oliveira, coordenador convidado para representar a Secretaria de Educação do Ceará, contou sobre o cenário da Educação no seu estado, destacando a participação crescente dos estudantes no ENEM. Mostrou dados de participação no Saeb (Sistema de avaliação da educação básica) e falou sobre as “Salas de situação”, plataforma virtual que concentra informações que permitem o monitoramento de desempenho e atos educacionais.

O bate-papo final foi sobre “Vivências da rotina escolar”. Verbena Roque Gonçalves, coordenadora pedagógica da 19ª GRE/PI, iniciou o diálogo e falou sobre a importância de envolver a comunidade na vivência escolar, da parceria com alunos e da participação dos Agentes Jovens. “Quando corresponsabilizamos alguém na escola, fazemos um trabalho em equipe”, defendeu. Mirlane Raquel, supervisora da 20ª GRE/PI, reforçou a potência de desenvolver projetos que envolvam estudantes e a família, e de estabelecer metas para todos. Por fim, Silvanea Toscana de Morais Souza, gestora no Colégio Estadual Ariston Gomes da Silva, de Iporá, Goiás, também falou sobre a gestão democrática e participativa. Citou o maior envolvimento dos pais na comunidade escolar, rodas de conversa com alunos, construção coletiva do plano de ação, reuniões semanais da equipe gestora, entre outras atividades.

Confira as apresentações dos participantes

Cultura da paz no ambiente escolar – Flávia Gomes

As vivências de ser ACG: morar e atuar profissionalmente no mesmo município – Alda do Nascimento

Dados estruturantes – Dalila Castelo Branco

A otimização do acompanhamento de resultados escolares através da sala de situação, associada ao circuito de gestão – Aécio de Oliveira

Revitalização através da arte – Clarissa Santos

O desafio dos diretores regionais na ação preventiva contra o abandono e a evasão escolar – Tarcízio Pires

Prevenção e mediação de conflitos no âmbito escolar – Luisa Vieira

Dia a dia da gestão escolar: vivências, aprendizagens e desafios – Verbena Gonçalves

Vivências na rotina escolar – Mirlane Raquel

Gestão democrática e participativa – Silvanea Toscana