Conceito

Gestão Escolar para Resultados de Aprendizagem

Com base nos conhecimentos e na experiência adquirida no trabalho com as Secretarias Estaduais de Educação e as escolas no Jovem de Futuro, o Instituto Unibanco desenvolveu um modelo de gestão escolar que hoje orienta a implementação do projeto nos estados parceiros. Trata-se da Gestão Escolar para Resultados de Aprendizagem (GEpR), que passou a ser o pilar orientador do processo formativo do Jovem de Futuro a partir da fase ProEMI/JF.

De acordo com esse conceito, todos os processos que compõem a gestão escolar nas escolas (gestão de pessoas, gestão físico-financeira e gestão relacional) devem estar a serviço da gestão pedagógica, ou seja, dos resultados de aprendizagem. Em uma escola que funciona bem, a aprendizagem é o foco e a prioridade de todos os integrantes da comunidade escolar. Dessa forma, a escola precisa ter professores bem preparados e comprometidos; um espaço saudável, seguro e acolhedor, que estimule e potencialize a aprendizagem; controle, eficácia e transparência no uso do dinheiro; e relações pautadas pelos princípios democráticos e inclusivos e pela ética.

O GEpR é um modelo que visa contribuir para a melhoria das rotinas da gestão escolar, criando as condições que irão garantir a geração de resultados e o efetivo direito à aprendizagem de todos os estudantes. O objetivo é que a aprendizagem seja colocada como centro de todas as decisões da gestão.

Com comprometimento e responsabilidades compartilhadas, é possível fazer uma gestão mais eficiente, capaz de enfrentar as desigualdades e garantir o direito à aprendizagem.

Princípios e valores

A Gestão Escolar para Resultados de Aprendizagem está fundamentada em cinco princípios e valores: Participação; Altas expectativas e valorização; Respeito a contextos diversos; Necessidade de inovar; e Equidade. Esse modelo defende que esses princípios e valores sejam trabalhados de forma articulada e simultânea, criando um círculo virtuoso que garanta o direito à aprendizagem de todos.

A participação, além de indispensável ao exercício da democracia, possibilita que as decisões tomadas na escola sejam mais acertadas e produzam melhores resultados. Um contexto participativo abre espaço para todos e permite que os diferentes atores assumam uma posição criativa, produtiva e colaborativa. A gestão é mais eficiente e sustentável quando considera diferentes perspectivas na tomada de decisões, em especial as dos estudantes, das famílias e das comunidades.

No modelo de gestão orientado para resultados, todos os segmentos e atores escolares devem ter altas expectativas em relação ao seu próprio desempenho e ao desempenho dos outros. Quando se acredita que todos os estudantes são capazes de aprender e atingir os níveis de aprendizagem previstos – independentemente de cor, gênero, origem social, orientação sexual ou ter ou não deficiências –, a gestão é potencializada, pois gera um clima de confiança e valorização que estimula o cumprimento das metas estabelecidas.

A GEpR também propõe que se respeite e considere a diversidade existente no contexto das escolas. Por exemplo, em grandes cidades, em territórios marcados por conflitos, a gestão deve considerar essa questão para garantir os direitos de aprendizagem de todos. Para escolas com maiores desvantagens em termos de desempenho e resultado – desvantagens que muitas vezes estão intimamente relacionadas a contextos de desigualdade dentro e fora da escola -–, o modelo prevê um suporte e um acompanhamento mais amplos à gestão escolar, como forma de reduzir as desigualdades e democratizar a rede.

O modelo de GEpR inclui ainda padrões e protocolos para viabilizar a inovação nas escolas porque acredita que elas são um campo favorável ao novo e à transformação. E a inovação é resultado de trabalho, de reflexão e de diálogo sobre as soluções produzidas no cotidiano, do aprendizado gerado pela experiência. Graças ao suporte desses padrões e protocolos, que tornam a gestão escolar mais eficiente, os diferentes atores têm mais tempo e energia para se dedicar aos processos de criação e inovação com foco na aprendizagem de todos.

É necessário produzir estruturas e modos de funcionamento que considerem as diferenças para gerar equidade, de forma a garantir que todos os jovens tenham acesso à escola e de que esta ofereça oportunidades educativas ao conjunto dos seus estudantes, bem como assegurar que todos tenham condições de alcançar os resultados escolares necessários para o exercício da sua cidadania. O GEpR propõe que a gestão escolar implemente ações voltadas para a redução das condições que produzem desigualdade, com foco em equidade, em um ambiente orientado para resultados, definido pela eficiência dos processos e pela efetividade da aprendizagem.