Vitória recebe o Seminário Juventudes e Escola: a participação que transforma

O Instituto Unibanco e a Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (SEDU) realizaram no dia 13 de junho, em Vitória (ES), o Seminário Juventudes e Escola: A participação que transforma. O encontro reuniu cerca de 350 pessoas entre diretores escolares e representantes de 11 diretorias regionais de ensino do estado. Durante o evento, foram apresentados os resultados de 50 escolas que atingiram as metas de 2017 do programa Jovem de Futuro, implementado desde 2015 em 237 escolas do Ensino Médio do Espírito Santo, em parceria da SEDU com o Instituto Unibanco.

O programa tem gerado transformações positivas na gestão escolar, que tem como foco a melhoria da aprendizagem dos estudantes. O destaque do ano foi a Regional Afonso Cláudio, região serrana do estado, com 13 escolas que conseguiram alcançar as metas de redução de abandono escolar e de aumento da taxa de aprovação e do desempenho dos estudantes em português e matemática.

“O Espírito Santo está conseguindo melhorar a performance e promover uma forte inclusão, trazendo estudantes vulneráveis e enfrentando o abandono escolar de forma excelente. Uma base sólida está formada e é possível dar passos maiores”, disse Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco.

O secretário da Educação, Haroldo Rocha, falou sobre a importância do Jovem de Futuro para os avanços no estado. “Esse é um programa que nós queríamos ter há muito tempo. Ele nos mostrou que era preciso evoluir. O Jovem de Futuro é uma ferramenta potente para transformar a escola com metodologia e planejamento”, disse.

Na abertura do evento, a gerente de Implementação de Projetos do Instituto Unibanco, Maria Júlia Azevedo, ressaltou que sem a participação dos jovens é muito difícil superar os desafios do Ensino Médio. “Colaborar com a educação significa garantir que nossas crianças e adolescentes frequentem e permaneçam na escola. Para não deixar ninguém pelo caminho, precisamos garantir que esses jovens possam também participar, construir a pauta daquilo que acontece na escola”, afirmou.

Juventudes

A primeira mesa “Quem são as juventudes contemporâneas?” mostrou a complexidade de ser jovem nos dias de hoje. A antropóloga Regina Novaes ressaltou que os jovens no Brasil, que são 51 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, sentem uma cobrança constante, o que gera grande ansiedade. Helena da Silva Nicolau, estudante da escola Estadual Carlos Xavier Paes Barreto, deu seu relato sobre os dilemas que afligem essa geração, suas sensibilidades e o auxílio que recebeu da escola para fazer escolhas em sua vida.

No painel “Juventudes e direitos: como a escola contribui com essa pauta?” Gabriel Medina, do Instituto Unibanco, destacou que é preciso compreender o jovem como sujeito de direitos. “Ter essa compreensão no âmbito da escola significa um caminho para articular o direito à educação a outros direitos fundamentais na trajetória formativa dos jovens”. Para Medina, é preciso apostar em pontes e canais que conversem diretamente com as juventudes.

“As formas de participação e expressão dos jovens nos territórios e escolas” foi tema da última mesa do evento. Wanderson Crisander Cesário Cabral, aluno da escola Estadual Ewerton Montenegro Guimarães, lembrou sua participação no Diálogos Sobre Gestão Escolar, encontro promovido pela SEDU e Instituto Unibanco em agosto de 2017 com o intuito de incentivar o protagonismo dos jovens na gestão escolar, fortalecendo os vínculos com a escola e contribuindo para a melhoria da aprendizagem.

“Depois do Diálogos eu comecei a usar os recursos multimídia da minha escola. Antes eu e meus amigos nem imaginávamos o que podia ser feito com os projetores e outros equipamentos que ficavam estocados em uma sala que a gente nunca teve acesso. Com o Diálogos eu pude entender que eu tenho uma voz que precisava ser ouvida pela gestão da minha escola. Agora os alunos que não tinham dinheiro para imprimir os cartazes para os trabalhos estão usando o Power Point, um programa que a maioria dos alunos da minha turma nunca tinha ouvido falar”, lembrou Wanderson.