Seminário no Piauí promove debate e reflexões sobre o papel do coordenador pedagógico

Teresina recebeu, no dia 4 de julho, o “Seminário Gestão Pedagógica Orientada para Resultados de Aprendizagem: Caminhos e Desafios”, realizado pelo Instituto Unibanco em parceria com a Secretaria de Educação do Estado do Piauí (Seduc). Cerca de 540 profissionais da rede pública estadual de Ensino Médio estiveram presentes para debater sobre a importância do papel do coordenador pedagógico na melhoria dos resultados de aprendizagem.

“Muitas vezes estamos em gabinete falando de questões mais administrativas, precisamos falar mais do pedagógico”, enfatizou Ellen Gera, diretor de Ensino da Seduc, durante a abertura do evento. “Como a gente cria espaços e situações de uma forma que os estudantes possam ficar na escola e aprender, esse é o desafio”, completo Maria Júlia Azevedo, gerente de Implementação de Projetos do Instituto Unibanco. Helder Jacobina, secretário estadual de Educação, ressaltou a importância de especializar as diversas áreas para que seja possível avançar na gestão.

A programação, que contou com palestras de especialistas e atividade de mobilização e engajamento, evidenciou a gestão pedagógica como elemento central e crucial para a melhoria dos resultados de aprendizagem.

O papel do coordenador pedagógico

Na primeira mesa do dia, “O papel do coordenador: conceitos e evidências da prática pedagógica”, Maria da Conceição Castelo Branco, do Conselho Estadual de Educação, afirmou que o “gestor tem que gerar resultados efetivos, que promovem mudanças e transformação na realidade”. Em seguida, Ana Luiza Borges, da TOMARA! Educação e Cultura, apresentou a pesquisa realizada pelo Instituto Unibanco sobre o trabalho dos coordenadores pedagógicos no Ensino Médio público no Brasil e destacou que a “formação continuada dos professores é primordial no desempenho do papel do coordenador pedagógico”. Ana Luiza também citou a edição 21 do boletim Aprendizagem em Foco, que abordou o tema a partir do estudo.

“Boa prática: parceria entre a docência e a coordenação pedagógica” foi o tema da segunda mesa. A pedagoga Cláudia Solange Alves Santana enfatizou a necessidade do envolvimento de todos os segmentos da comunidade escolar e de “despertar um sentimento de corresponsabilidade por meio de práticas reflexivas”. Carlos Saldanha, coordenador estadual de Currículo da Secretaria de Estado de Educação do Pará, compartilhou experiências realizadas no seu estado para fortalecer o papel do coordenador pedagógico. “O pedagógico é um processo de intencionalidade, com objetos de ensino e objetivos de aprendizagem claros. Se não tiver relação coletiva, não tem pedagógico”, defendeu. 

Confira as apresentações:
Mesa 1
Maria da Conceição Castelo Branco
Ana Luiza Borges

Mesa 2
Cláudia Solange Alves Santana
Carlos Saldanha

Mobilização

O período da tarde foi marcado pela apresentação de Claudio Thebas, do Laboratório de Escuta e Convivência. Claudio realizou dinâmicas lúdicas com os participantes e trouxe reflexões sobre a importância da escuta no cotidiano profissional e pessoal. “Escutar significa ‘eu tenho um lugar para você em mim’, significa acolher, cuidar”, afirmou.

Formação

A última mesa do dia discutiu o viés formativo do coordenador pedagógico e contou com a participação de Tereza Perez, presidentes do Cedac, e Elenice Nery, coordenadora do Centro de Formação Antonino Freire.

“É cada vez mais clara a necessidade de conviver com a comunidade”, afirmou Tereza, enfatizando a importância de ter uma cultura de colaboração. A especialista também destacou que “Para trabalhar com valores e atitudes, é preciso ter uma coerência muito grande entre o que falamos e o que fazemos”.

Elenice falou sobre a responsabilidade do coordenador pedagógico para potencializar a formação continuada dos docentes e, ao mesmo tempo, garantir a autoformação. “A formação não é para si, é para a escola com vistas à melhoria do rendimento dos índices educacionais”, defendeu.

Confira as apresentações:
Tereza Perez
Elenice Nery